L. 15, Abaetetuba, Pará, 2007 RSS

--------------------------- L. 15 A infância roubada. A vida começa a acabar logo cedo. O corpo franzino de uma menina sofre a dor da violência de uma terra sem lei. A vida das pequenas crianças na fronteira da expansão da violência da acumulação sem freios. A vida desses pequenos não tem valor. Pará, a terra da prostituição infantil e do trabalho escravo na lavoura. --------------------------- (A menina L. S. P., 15 anos, foi presa pela polícia de Abaetetuba - PA e mantida por quase um mes numa cela com cerca de 20 outros presos homens que dela abusaram sexualmente e a submeteram a sadismos, como queimaduras, espancamentos e estupros.) --------------------------- Participe do Abaixo-Assinado http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/316 Ajude a divulgar! --------------------------- Escreva para cadeiadeabaetetuba@gmail.com ---------------------------

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Conselho: jovem presa com 20 homens foi violentada

A conselheira tutelar de Abaetetuba, no interior do Pará, Diva Andrade, afirmou ontem, em entrevista ao Jornal da Globo que a menina de 15 anos que ficou um mês apreendida na mesma cela da delegacia do município com 20 homens foi estuprada por eles. A confirmação veio, segundo Diva, da própria garota, quando perguntada a respeito.

“Os presos mantiveram relação com você? Ela disse: sim”, conta.

A conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na região, Mary Cohen, informou que a entidade pediu o afastamento dos policiais responsáveis pela prisão.

A polícia justificou a apreensão da jovem por um mês dizendo que ela não teria documento de identidade. Ela é acusada de furto.

A garota foi colocada em liberdade depois da visita do Conselho Tutelar. No momento, ela foi deslocada para um abrigo na região metropolitana de Belém.

A secretária de Segurança Pública do Estado, Vera Lúcia Tavares, mandou abrir sindicâncias para apurar o caso. “Vamos apurar o fato de quem a culpa, tanto na Corregedoria da Polícia Civil como na Corregedoria do sistema penal, a maior punição é a exoneração”, afirmou.

De acordo com Vera Lúcia, a cadeia da cidade não possui ala feminina porque ela foi destruída durante uma rebelião. A secretária acredita, entretanto, que isso não justifica a atitude dos policiais.